À luz do sucedido na primeira mão, o técnico tinha optado por baixar a fasquia. Assumir que a eliminatória estava perdida, era uma questão de bom senso, tal como a decisão de deixar Liedson em Lisboa e Izmailov no banco.

Dizer que a equipa ia jogar pela imagem e pela honra deixava, ainda assim, um largo espectro de possibilidades: em última análise, qualquer resultado melhor do que uma derrota por 5-0 serviria para defender a imagem. Nem isso foi feito. E pior do que o acentuar do desnível no marcador foram as gargalhadas alemãs nos lances mais caricatos.

Não se discute que o Bayern é claramente superior e que em condições normais ganharia sempre os dois jogos. Mas, em alta competição, nenhuma equipa motivada se deixa humilhar, duas vezes seguidas, num tal crescendo de desnorte e disparates. E no Arena de Munique não esteve uma equipa minimamente motivada.

E, aceitando que não estava em jogo a eliminatória, nem tão pouco a possibilidade de discutir uma vitória, é inevitável concluir que esta equipa do Sporting não foi capaz de motivar-se para defender a «honra e a imagem» que o seu técnico colocou em jogo.

Por isso, o Sporting sai da Alemanha com a honra manchada e a imagem de rastos. E isso deixa marcas que não se apagam com pedidos de desculpa aos adeptos.