Domingos Paciência falou pela primeira vez em público sobre a sua saída do Sporting. O treinador está a participar num congresso de futebol na Maia e reconheceu que este não é um período fácil para si.

«Depois de vários anos a trabalhar, não é fácil ter vida de desempregado. Estou numa fase de reflexão. Recebi algumas propostas de muito, muito longe mas prefiro esperar e recuperar totalmente. Ninguém gosta de ser despedido», frisa.

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Mas já percebeu os motivos do seu despedimento? «Basicamente, foi aquilo que vocês leram no comunicado. Chamaram-me, disseram que o quarto lugar estava longe de ser o ideal e o afastamento da Taça da Liga precipitou tudo. Tenho de respeitar a decisão dos dirigentes», disse Domingos.

«Quero lembrar-vos que o Sporting tem 19 jogadores novos no plantel. Não é fácil fazer uma equipa nestas condições. Se calhar, há quem o consiga num mês. Eu tive sete meses e não o consegui. De qualquer forma, enquanto treinador, tenho de dizer que foi uma experiência muito boa», continuou o técnico.

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Domingos Paciência considera mesmo que não cometeu erros na sua passagem por Alvalade. O treinador dá a entender que os leões continuam a apresentar duas faces, que são capazes do melhor e do pior.

«Em minha opinião, não falhou nada. Foi uma decisão das pessoas que mandam no Sporting. Para vocês perceberem melhor o que é o Sporting, posso dizer-vos que a minha equipa é a mesma que jogou em Barcelos e em Setúbal e que a equipa que jogou em Roma e em Manchester. O grupo precisa de tempo. Acho que isso é claro», afirmou.

O ex-treinador do Sporting terminou a conversa com um agradecimento aos adeptos do clube leonino. «Tenho de agradecer aos adeptos, foram extraordinários comigo. Saio com orgulho porque nunca vi um lenço branco em Alvalade», rematou.