O fim da ligação ao Sporting foi comunicado a Barbosa por Rui Meireles, director financeiro, apesar da presença de Paulo de Andrade, administrador da SAD: «A minha decisão também estava tomada desde o dia 27 de Maio, dia em que entrei de férias, arrumei o meu cacifo e as minhas botas, porque a minha intenção era de abandonar o Sporting, independentemente da posição que o clube assumisse. Tomei esta decisão porque não me revejo nem me identifico com as pessoas que, neste momento, gerem o futebol do Sporting, quer em termos directivos quer em termos técnicos. Quando assim é só há uma coisa a fazer que é abandonar. Não me identifico com a forma de estar de algumas pessoas. A comunicação foi-me feita por uma pessoa que não estava à espera, porque, na verdade, não é alguém que esteja com os destinos da SAD, que foi o doutor Rui Meireles. Este é o futebol que temos.»
Apesar
do tom crítico, Pedro Barbosa lembrou que a sua ligação ao clube de Alvalade continua porque é «adepto», «sócio» e «accionista».
Para além disso, o jogador esteve ligado ao clube durante dez anos e guarda muitas memórias: «O que posso dizer é que jogar
no Sporting foi um prazer enorme. Foi uma honra e um orgulho enorme. Ter capitaneado esta equipa foi realmente uma coisa fantástica.
Levo muitas coisas boas deste clube. Foram dez anos, não dez meses e muito menos dez dias. Em termos desportivos é uma vida.
Saio daqui consciente de que dei tudo. Sim, saio desapontado com o último ano. Ao longo deste tempo ganhei alguns títulos.
Provavelmente fiquei aquém do que eu pensava, do que queria e do que o clube também queria. Levo alguns títulos, consciente
de que as pessoas que estiveram ao serviço do Sporting deram tudo. Servi o clube com grande esforço, dedicação, devoção e,
algumas vezes, atingi a glória.»
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