«Houve realmente lances polémicos, mas à parte da análise sobre se é ou não falta, para mim, o mais preocupante são os critérios que os árbitros adoptam e a protecção que têm de quem os dirige. Isto é, em 72 horas, vimos a interrupção de um jogo por uma falta que não era e passou a ser e vimos outra interrupção de uma situação que era e passou a não ser. Estou a referir-me ao lance da segunda grande penalidade que houve a favor do Sporting. O fiscal de linha interrompeu o jogo e comunicou a um jogador do Sporting que ia marcar grande penalidade... Vamos ver se o árbitro agora também vem pedir desculpa, porque não teve problemas em falar antes do jogo. Vamos ver se vai ter problemas a falar depois. Houve uma justificação do árbitro que foi: se ele não viu, não marcou. Podia ter vindo sozinho. Não precisava dos fiscais de linha. A interpretação que faço a isto é que está a existir falta de vergonha de quem dirige os jogos e de quem dirige os árbitros.
[Acha que há falta de comunicação?] Aquilo só serve para os ouvidos. Colocam nos ouvidos e comunicam. Não lhes melhora a vista!
[Já viu o lance?] Já. Senão não falava assim.
[E o lance de Romagnoli?] Também me pareceu penalty.
[E o de Adu?] Também me pareceu. Perdemos por 2-1. Houve vantagem para o adversário aí.
[Não receia ser castigado pelas
declarações que fez sobre a arbitragem?] Se me castigarem por emitir uma opinião, por dizer a verdade que toda a gente vê,
mal vai o nosso país e o nosso futebol. Aí, no meu ponto de vista, continuaríamos a proteger a classe que menos prestigia
o futebol português.»
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