Sporting

 

O primeiro painel, o mais concorrido, discutia desafios e oportunidade da indústria do futebol e serviu sobretudo para falar do papel dos fundos de jogadores na modalidade.

 

Discutiu-se durante duas horas, com intervenções de Sir Dave Richards, antigo presidente da Premier League inglesa, e Bobby Barnes, presidente da FIFpro, entre outros.

 

No final, no período aberto a perguntas do público, Bruno de Carvalho pediu a palavra para dar conta da visão pessoal sobre esta temática.

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Para o presidente leonino, há três pontos que são fundamentais nesta discussão.

«Primeiro: os fundos aumentaram o valor das transferências ou não?», perguntou.

 

«Segundo: o que aconteceu com os salários de jogadores pertencentes a fundos, aumentaram ou não? Pelo que vejo no meu clube e em outros clubes, aumentaram, e muito. Isso está a matar os clubes.»

 

«Terceiro: eu disse ao sr. Platini, quando reuni agora com ele, que a Liga dos Campeões e a Liga Europa estão a tornar os ricos mais ricos e os pobres mais pobres. Os fundos são bons para combater isso? Felizmente tenho o meu pai e a minha mãe vivos, eles sempre me ensinaram a não gastar mais do que tenho e agradeço-lhes por isso.»

 

A intervenção de Bruno de Carvalho, diretamente da plateia, provocou um forte aplauso da sala, e dos oradores no palco: a maior parte deles também se opõe ao fundos.

 

Só um, de resto, se mostrou contra a proibição de fundos no futebol: Jonny Nye, fundador da SRG.

 

«É muito perigoso e ingénuo a FIFA proibir a partilha de passes. Regulem a partilha de passes, dêem transparência, criem normas de atuação, mas não enterrem a partilha de passes debaixo da terra. Isso é muito perigoso porque os fundos vão encontrar outra forma de atuar às escondidas», disse.