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Liga Europa: Lille-Sporting, 1-2 (crónica)

Vitória em toda a linha numa aposta de risco... controlado

Por Redacção2010-09-16 20:09h
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Uma vitória em toda a linha para o Sporting, no arranque da fase de grupos da Liga Europa. Paulo Sérgio procedeu a uma revolução no onze, de olhos postes no derby e na gestão de efectivos e acertou no jackpot. A vitória sobre o Lille trouxe lucros evidentes para a moralização das tropas, confirmou o crescimento do grupo, e representou um passo importante na perspectiva do apuramento, já que o Lille era, a par dos leões, a equipa com maior estatuto neste grupo C.

Como lucro adicional, o técnico do Sporting conseguiu poupar alguns elementos importantes à sobrecarga de jogos e ainda viu validadas algumas opções de segunda linha, como o jovem Diogo Salomão, autor de uma estreia muito confiante, e Hélder Postiga, que se encontrou com os golos e com alguns pormenores de qualidade técnica.

Dos habituais titulares, apenas Daniel Carriço (grande jogo!) e André Santos escaparam à revolução, iniciada em Lisboa, face às ausências forçadas de Liedson e Maniche. Na baliza, Tiago foi o escolhido em vez de Hildebrand. Na frente, Saleiro juntava-se a Postiga, enquanto Torsiglieri era adaptado, com algum sofrimento, à posição de lateral-esquerdo.

Vendo bem, a margem de erro era apreciável: uma derrota em Lille não comprometia o objectivo do apuramento, seria até aceitável, num contexto em que as prioridades estão viradas para a Liga nacional. Mas em caso de vitória, a injecção de moral poderia ter, como seguramente terá, efeitos muito fortes na autoconfiança do grupo. Nesse sentido, Lille foi o prolongamento da vitória de Brondby, reforçando a convicção de que este Sporting está talhado para bons jogos europeus fora de casa.

A dinâmica de Abel na ala direita foi a novidade mais interessante de uma primeira parte em que o leão se mostrou sólido e compacto na organização defensiva. O lateral-direito esteve na origem do primeiro golo, aos 11 minutos, com uma arrancada junto à linha prolongada com um toque feliz de André Santos. Vukcevic, emboscado ao segundo poste, bateu Landreau e deixou a equipa francesa sem norte.

A mesma receita (cruzamento de Abel na direita), esteve na origem do segundo golo, com a cabeçada vitoriosa de Postiga a dar uma margem ampla para o leão gerir os 60 minutos que tinha pela frente.

Foi então a vez de o Lille proceder à sua mini-revolução: duas substituições aos 37 minutos, sacrificando o lateral-esquerdo Vandam e lançando o jovem e talentoso Hazard, que não demorou a dar um novo fôlego à sua equipa.

O Sporting conseguiu manter o avanço de dois golos até ao intervalo, o que psicologicamente era determinante para segurar a vitória. Depois, à medida que a chuva sse intensificava e os seus jogadores perdiam frescura, foi consentindo um assédio mais próximo à sua área. Com bastante naturalidade, o Lille encurtou distâncias, numa recarga de Frau, e obrigou Paulo Sérgio a três substituições de cariz defensivo, para segurar com êxito a vantagem preciosa e o suplemento de moral.

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