O Sporting não foi além de um empate diante do Nacional (1-1) e voltou a perder terreno na classificação, formalizando
a ultrapassagem do Benfica e caindo para o sétimo lugar, a dez pontos do F.C. Porto. Depois de uma primeira parte com escassas
oportunidades, Paulo Sérgio tomou uma posição corajosa, abdicando de Liedon e Yannick Djaló, para lançar os jovens Salomão
e Saleiro. Os leões cresceram e chegaram ao golo, mas depois deitaram tudo a perder. Um empate injusto para Simon Vukcevic
que realizou uma das melhores exibições em Alvalade.
Veja
a FICHA DO JOGO e as notas dos jogadores
Paulo Sérgio recorreu ao clássico 4x4x2 para consolidar uma equipa
obrigada a muitas alterações, alargando o meio-campo dos leões com Zapater e André Santos no miolo e Vukcevic e Yannick Djaló
bem abertos nas alas no apoio a Liedson e Postiga. Os leões deparam-se com muito espaço no início do jogo, perante um Nacional
encolhido sobre a área de Bracali. Havia tempo para pensar o jogo e subir até à fronteira delineada pelo adversário, mas depois
muitas dificuldades para invadir o último reduto. Vukcevic, como já o tinha feito diante do Lille, apareceu em bom plano,
sobre a direita, com disponibilidade física para estar sempre em movimento, de braços no ar, a pedir a bola.
Os leões
assumiram o controlo do jogo, tinham a bola, mas não tinham espaços para visar a baliza de Bracali. Vukcevic esteve incansável
nesse capítulo e, numa rápida combinação com Zapater, entrou na área e rematou de primeira. Gritou-se golo em Alvalade, mas
a bola passou ao lado. O Nacional só se mostrou quando estavam decorridos 25 minutos de jogo, com Orlando Sá a partir de posição
irregular para depois ser desarmado por Carriço, em carrinho, no interior da área. O avançado reclamou por grande penalidade,
mas o central parece tocar apenas na bola. Os leões também viriam a reclamar um corte de Luís Alberto com o braço na área,
mas a verdade é que as oportunidades de golo contaram-se pelos dedos de uma mão ao longo de toda a primeira parte.
Paulo
Sérgio tira Liedson ao intervalo
Paulo Sérgio não esteve com meias medidas e ao intervalo abdicou de Liedson
e Yannick Djaló, dois jogadores que estavam a passar ao lado da partida, para lançar o jovem Salomão e Carlos Saleiro. A verdade
é que o Sporting passou a atacar pelos dois flancos, com Salomão a dar vida ao lado esquerdo, e obrigou o Nacional a abrir
espaços ao centro. As oportunidades tornaram-se mais flagrantes. Saleiro falhou uma cabeçada por poucos centímetros, Carriço
também não chegou a um cruzamento mortal de Vuk, Salomão atirou ao poste e André Santos quase que marcou com um pontapé do
meio da rua. Os adeptos renderam-se e redobraram o apoio à equipa que acabaria de chegar ao ambicionado golo, aos 64 minutos,
num cruzamento da direita de Vuk (quem mais?), com Nuno André Coelho a desviar de cabeça para o segundo poste onde Carlos
Saleiro marcou de forma acrobática. O mais difícil estava feito.
O Nacional tinha de mudar de atitude, diante de
um adversário estava mais confiante do que nunca. Tão confiante que se deixou surpreender por um lance que parecia inofensivo.
O Sporting tinha afastado uma bola da sua área, mas o Nacional recuperou rápido e Danielson apareceu na área a rematar à meia-volta
para o empate. Os leões ainda reclamaram por posição irregular, mas Nuno André Coelho estava a colocar o jogador do Nacional
em jogo. Depois foi o desespero com os leões, já sem qualquer disciplina táctica, a procurarem recuperar a vantagem, correndo
sérios riscos de perder o jogo. Vida difícil para o Sporting nesta liga.
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Sporting-Nacional, 1-1 (crónica)
O pássaro esteve na mão, mas voou
Por Ricardo Gouveia2010-09-26 22:10hPUB
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