Quatro lances para golo, ineficácia total e futebol que liga e desliga. O Sporting empatou em casa com o Olhanense, num
nulo redondo, em muito pelo desacerto dos leões, mas também pela boa vontade dos algarvios em serem solidários entre si.
O
leão vai para o derby com uma igualdade e quatro pontos de avanço sobre o rival Benfica. Podiam ser mais, mas também podia
ter havido um leão mais regular, mais competente durante os 90 minutos, e não um que aparece de desaparece. A pressão final
não deu frutos e a concretização continua a ser um pecado. As ocasiões foram poucas, mas boas, excelentes, mesmo. O leão,
vai dizer-se à frente, fez o suficiente para vencer, mas não para deixar os adeptos satisfeitos com a exibição.
Um
lance duvidoso para agitar
Três vitórias consecutivas davam ânimo ao Sporting frente ao Olhanense. Os leões partiam
em busca do quarto triunfo em jogos oficiais com quase o mesmo onze das conquistas anteriores. Os 45 minutos iniciais mostraram,
porém, que o leão partia para o encontro com o mesmo problema de jogos passados: a finalização. Mas não só.
Paulo
Sérgio pedia uma equipa em busca do golo desde o primeiro momento, mas o Olhanense quis esvaziar esse balão e tentou retirar
algum jogo aos leões. Durante alguns minutos conseguiu-o, mas assim que Matías Fernandez começou a furar linhas, o Sporting
assumiu a partida. O primeiro problema é que o fez de modo intermitente.
Algumas jogadas do chileno e João Pereira,
algumas tentativas de Valdés entrar no encontro e duas ocasiões perdidas por Liedson: a primeira a desperdiçar um ressalto
após tabelas de João Pereira e Matías, a segunda a atirar à trave.
Dez minutos podiam ter sido suficientes para
o Sporting se colocar a vencer, mas a ineficácia do luso-brasileiro fez o encontro voltar a um ritmo mais baixo. O leão perdia
ideias, jogava mais lento e o Olhanense tentava, outra vez, fazer qualquer coisa. E fez, num canto, com Jardel a meter a bola
nas redes de Patrício. O árbitro invalidou, talvez por falta de Yontcha sobre André Santos, mas a jogada agitou Alvalade.
Assim,
com essa dúvida, terminava um primeiro tempo que levava algumas certezas para o segundo. Para vencer, o Sporting tinha de
jogar mais rápido, Valdés tinha de subir de rendimento e Evaldo fazer o mesmo que João Pereira no lado oposto. Ah, e Liedson,
ou outro qualquer, não podia desperdiçar como aos 14 e 24 minutos.
Saleiro sentou o público
Daúto
Faquirá assumiu um Olhanense mais ofensivo para o segundo tempo, com a entrada de Lulinha. A partida recomeçou quase com um
remate de Vinicius, que assustou Patrício. O jogo tornava-se perigoso para o Sporting, porque a busca pelo golo abria mais
espaços na defesa.
Matias desaparecia do encontro, Maniche assumia-se no meio-campo e Vukcevic e Saleiro mudaram
a vontade do leão. Com toda a gente já em pé nas bancadas, o português falhou um golo feito, com Moretto a segurar. Era a
primeira ocasião dos verdes e brancos na segunda etapa. Não viria a ser a única, porque Maniche fez o mesmo aos 86.
Antes
disso, dizia-se que o jogo podia tornar-se perigoso para o Sporting e, parece um contra-senso, ficou quando o leão aumentou
a pressão. A explicação? O Olhanense tinha cada vez mais terreno para explorar, porque o Sporting jogava mais em cima da área
algarvia, sem, com isso, fazê-lo com acerto. E foi por falta de acerto que perdeu pontos em casa. Quatro jogadas de golo eram
suficientes para vencer este Olhanense, mas parecem pouco para uma equipa que tem uma História e uma ambição a defender. Em
resumo, o leão podia ter vencido, mas também podia ter sido maior melhor durante mais tempo no jogo.
15 notícias
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Sporting-Olhanense, 0-0 (crónica)
Marcar um golo é um pecado, mas não o único
Por Luís Pedro Ferreira2010-09-11 21:12hPUB
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