O mundo da fantasia vimaranense. Leve, solto, flutuante. Movimentação constante, relação de profunda harmonia com a bola, inteligência ao serviço do labor colectivo. Passes e mais passes, dribles audazes e alguns remates perigosos para a baliza leonina. Vive uma fase extremamente profícua. A recente chamada à Selecção Nacional está mais do que justificada.O Vitória cresce quando a dimensão do Nuno Assis atinge patamares mais elevados.
João
Alves, a simplicidade do bom futebol
O início de época foi ingrato. Pequenas lesões atrás de pequenas lesões comprometeram
a sua evolução física e raramente foi opção para Nelo Vingada. Estabilizou a condição e surge agora como o motor desta estrutura
desenhada por Paulo Sérgio. Esteve perto do golo em dois lances, ao aparecer de trás para a frente, rompante, na área leonina.
Só o remate não esteve devidamente calibrado. Bons pés, futebol simples.
Liedson, irrepreensível a... defender
A ingratidão dos colegas não o deixou fazer mais. Irrepreensível, admirável nas tarefas defensivas. Cobertura fantástica,
repleta de esforço, nos movimentos à retaguarda. O pior foi na hora do ataque. Raramente foi bem servido. Excepção feita a
um bom passe de Matías, no início da segunda parte, e a um cruzamento de Pereirinha a 15 minutos do fim, naquela que foi a
melhor oportunidade de golo do Sporting .
Caicedo, promessas por cumprir
Mais um jogo repleto de promessas
não cumpridas. Tarda em confirmar as credencias adquiridas com a camisola do ManCity. Um golo anulado, uma arrancada poderosa
pela esquerda e um remate forte mas ao lado no instante anterior à sua substituição. Assim se resume a actuação discreta,
muito discreta, de Felipe Caicedo.
Targino, o selvagem da linha
Capaz de conciliar o prodigioso e o disparatado
no mesmo lance. Possui potencialidades fantásticas para ser um extremo à moda antiga, dos bons. Velocidade estonteante, firmeza
de carácter, coragem e mais coragem. Só lhe falta maior serenidade e mais perícia na hora do remate e/ou cruzamento. Moeu
o juízo a Grimi e a Miguel Veloso, através de arrancadas incontroláveis.
Lazzaretti e Moreno, a solidez começa
atrás
A solidez do Vitória de Guimarães começou na dupla de centrais. Gustavo Lazzaretti é uma bela descoberta.
Sereno, tranquilo, forte no jogo aéreo e no desarme; Moreno, homem da casa, portador da cartilha vitoriana, não errou uma
única vez.
Rui Miguel, o cobrador da justiça
Poucos minutos em campo e um remate colocadíssimo a atenuar
a injustiça do resultado.
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