A tradição ainda é o que era. O Vitória de Setúbal continua sem ganhar em Olhão em jogos para o principal campeonato, perdendo desta vez por 3-1, num jogo em que o Olhanense estabeleceu a maior diferença na primeira parte. Maurício, João Gonçalves e Jardel marcaram para o Olhanense, Ricardo Silva facturou para os setubalenses.

O Olhanense entrou forte no jogo e entre o primeiro e o segundo minuto, na sequência de um canto, Silva meteu a mão à bola dentro da área. Cosme Machado assinalou a respectiva grande penalidade, mas Paulo Sérgio não aproveitou a oportunidade para concretizar o castigo máximo. O lance, contudo, não desanimou a equipa algarvia nem galvanizou os setubalenses, já que a primeira parte foi de claro domínio da equipa da casa, além de uma eficácia tremenda, pois, com excepção da grande penalidade, aproveitou as outras (duas) oportunidades que teve.

O Olhanense, com duas alterações (Fernando Alexandre e Djalmir por Cadú e Adilson) no onze inicial em relação ao último jogo, não deixou o adversário ter bola, com jogadores mais rápidos no meio-campo, chegando sempre primeiro ao esférico que o rival. E frente a um adversário com jogadores já sem a mobilidade de outrora no centro do terreno - como é o caso de Hugo Leal e José Pedro - soube esconder a bola e complicar a tarefa de organização ofensiva, anulando os dois jogadores mais criativos da equipa de Manuel Fernandes, que foi obrigado a alterar três unidades em relação ao último desafio: Ney Santos, Neca e Pitbull, por Collin, Anderson do Ó e Sassá.

O Olhanense teve sempre a preocupação de jogar a toda a largura do terreno, ao primeiro toque, mas com pouca objectividade ofensiva no último terço. Nas duas vezes em que na primeira parte chegou à baliza de Diego facturou, primeiro por Maurício, aos dez minutos, de cabeça, na sequência de um canto, e por João Gonçalves, aos trinta e sete minutos, numa recarga ainda desviada por um defesa antes de entrar. Subjugado ao domínio algarvio, Manuel Fernandes começou a mexer na equipa ainda na primeira parte, com duas substituições logo a seguir ao segundo golo do Olhanense. Faltava ligação à equipa, sobejou grande quantidade de passes sem nexo, zero remates á baliza de Moretto.

Manuel Fernandes reforçou as intenções ao intervalo, esgotando as substituições, e a equipa conseguiu finalmente soltar-se e pisar terrenos mais adiantados. O Olhanense foi então obrigado a recuar e o Vitória conseguiu marcar, por Ricardo Silva, de cabeça, na sequência de um canto. Na jogada anterior, Henrique acertou na base do poste esquerdo da baliza de Moretto.

Mas foi por pouco tempo que o Vitória entrou na discussão do resultado, porque treze minutos depois, Jardel aproveitou (mais) um canto de Paulo Sérgio, para aumentar a vantagem do Olhanense, que controlou depois o tempo e o marcador até final. Provisoriamente, a equipa algarvia ascendeu ao segundo lugar da classificação.