Sem vencer há quase dois meses, Jorge Costa tinha avisado que apostava tudo no jogo do Bonfim para regressar aos triunfos. O «onze» inicial do Olhanense foi fiel a essa «ameaça», com o 4x3x3 habitual a ser substituído pelo 4x4x2. Um esquema mais ofensivo, pelo menos na teoria.
No entanto foi o Vitória de Setúbal que se revelou mais perigoso, no primeiro tempo. A equipa de Manuel Fernandes não foi muito esclarecida, mas andou mais perto da baliza contrária. Logo aos onze minutos Hélder Barbosa atirou ao poste, aproveitando um passe despropositado de Paulo Sérgio. Foi, de longe, o lance mais interessante da primeira parte. O Olhanense praticamente só criou perigo através de lances de bola parada, excepção feita a um remate de Greg, que Nuno Santos desviou com uma palmada subtil mas preciosa.
Fazer pior parecia impossível, mas tornou-se realidade
Se a primeira parte já foi fraca, o segundo tempo conseguiu ser ainda pior. As jogadas de verdadeiro perigo foram mais do que escassas. Houve, isso sim, muitas interrupções, com uma boa dose de cartões amarelos à mistura. Hélder Barbosa ainda fez um bom remate, de fora da área, e não se viu muito melhor que isso.
Manuel Fernandes ainda arriscou um pouco, ao
sacrificar Rúben Lima para a entrada de Vasco Varão, mas o Vitória de Setúbal não conseguiu encostar o Olhanense às cordas.
A equipa algarvia, sempre muito tímida no ataque, ainda conseguiu assustar perto do fim, mas Zequinha, no regresso a Setúbal,
não conseguiu cabecear para a baliza, depois de aparecer solto perante Nuno Santos. Os visitantes acabaram o jogo reduzidos
a dez elementos, depois de Miguel Garcia ter visto o segundo cartão amarelo, já em período de descontos.
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