in loco

«É uma tragédia muito importante. Todos sabemos que é algo muito difícil e quero por isso enviar uma mensagem de solidariedade. É uma situação muito grave, muito difícil para nós [jogadores da Costa do Marfim] e para o mundo do futebol em geral, porque não é a primeira vez», recorda Touré.

O jogador mostrou-se muito afectado pela catástrofe que ceifou a vida a vinte e duas pessoas e feriu mais de 130. Apesar de ter viajado até à Costa do Marfim para apresentar o relatório médico que comprovava a sua lesão e consequente inaptidão para a partida, Touré fez o voo de regresso antes do jogo. Assim, não foi confrontado ao vivo com o grave acidente do Estádio Houphouet-Boigny, mas inteirou-se rapidamente do sucedido.

«Depois do jogo falei com o capitão [da Costa do Marfim] Didier Drogba, com o meu irmão [Kolo Touré] e com o seleccionador. Apesar da vitória, houve uma tragédia e é complicado suportar a ideia. Eram fãs da Costa do Marfim, conhecemo-los bem» disse o médio centro, antes de prometer «tentar ir o mais longe possível» com a selecção, numa forma de homenagear «todas as pessoas que morreram ali», apenas por terem ido ao estádio «tão felizes por ver os futebolistas que actuam na Europa.»

Pouco depois da catástrofe, o jogo de apuramento para o Mundial 2010 teve inicio. A Costa do Marfim venceu a partida frente ao Malawi por 5-0.