Embora já tenha mais de cinco décadas de carreira (entre a vida de jogador e de treinador), «Trapa» não sabe quando vai meter os papéis da reforma. «Quem sabe? Acredito que devemos deixar as coisas nas mãos de Deus, e agradeço o facto de continuar saudável e com motivação suficiente para trabalhar», disse o técnico, em entrevista ao site da FIFA.

Depois de Aragonés ter conduzido a Espanha ao título europeu e de Ferguson ter dado mais uma Liga dos Campeões ao Manchester United, Trapattoni acredita que os mais experientes voltaram a merecer destaque. «Penso que podemos dizer que a experiência volta a estar na moda. No meu entender, o futebol é como uma escola: nunca deixas de aprender. Se calhar o Alex Ferguson e eu ficámos um bocado mais na escola», disse o técnico que conduziu o Benfica ao último título nacional.

Embora esteja à beira dos 70 anos, Trapattoni também não desiste da ideia de conseguir novos feitos. Levar a República da Irlanda ao Mundial da África do Sul é a próxima meta. «Penso que podemos conseguir, mas precisamos de alguma sorte, tanto nos jogos, como também no que diz respeito à forma dos nossos jogadores fundamentais. Não posso garantir que vamos conseguir, mas estou confiante», explicou Trapattoni.