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U.Leiria-Académica, 2-1 (crónica)

Foi preciso paciência de chinês

Por Francisco Frederico2010-10-01 22:11h
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A U. Leiria saltou para o grupo dos segundos classificados depois de bater, nesta sexta-feira, justamente a equipa que liderava esse pelotão. Os comandados de Pedro Caixinha precisaram, todavia, de virar o marcador, depois de terem estado a perder e desperdiçaram oportunidades em catadupa até que, próximo do fim, um tal de Zhang, por sinal chinês, deu a cabeçada certa na bola para bater Peiser pela segunda vez e selar a vitória. A Académica manteve a impressionante média de marcar em todos os jogos, mas não conseguiu gerir o resultado, voltando a perder para um «vizinho», depois de já ter deixado três pontos em Aveiro.

Sem surpresas nos onzes, as equipas lançaram-se ao jogo com um encaixe táctico que rapidamente se desvaneceu face ao maior predomínio da equipa da casa, que tentava chegar rapidamente à baliza de Peiser. O primeiro aviso até pertenceu à Briosa, num remate de Miguel Fidalgo, como que a afinar a mira, para defesa sem problemas de Gottardi, mas, depois disso, só deu Leiria.

Peiser teve puxar dos galões para conseguir desviar um cabeceamento de NGal para a trave e era, nesta altura, o melhor jogador dos forasteiros. Carlão já começava a dar mostras de despesismo mas haveria de piorar com o tempo. A União desacelerou um pouco, a Académica esticou-se mais no terreno e, de forma inesperada, abriu o marcador graças a uma boa jogada de Sougou, pela direita, que Miguel Fidalgo, desta vez, não desperdiçou.

A perder, os comandados de Pedro Caixinha lançaram-se, quase desesperadamente, ao ataque e foi nesta altura que veio ao de cima toda a falta de confiança daquele que era o homem-golo dos leirienses. Jogada de (aparente) fácil conclusão morreram invariavelmente nos pés do brasileiro para alívio de Peiser e seus pares. Pelo meio, os estudantes ficaram ainda a reclamar uma possível expulsão de Bruno Miguel, por ter agarrado Diogo Valente quando este se isolava (a falta seria fora da área), mas Elmano Santos assim não entendeu.

A redenção de Carlão

Quando se esperava uma entrada fortíssima da U. Leiria na segunda parte, acabou por ser a Académica quem, começando a pegar no jogo, passou a estar mais próxima da baliza de Gottardi. Diogo Valente e Sougou trocaram de posição e o esquerdino, ao flectir para o centro, fugia ao marcador directo e criava perigo com relativa facilidade. Foi o melhor período da Académica em todo o jogo.

As pilhas não deram para muito mais e, com o passar do tempo, foi preciso cerrar fileiras e roubar espaços à União, que aposta em Leandro Lima e Ruben Brígido para imprimir velocidade ao jogo mas esbarrava agora numa equipa mais organizada e concentrada. Foi, por isso, a custo que Carlão acertou, por fim, na baliza, aproveitando uma falha da defesa forasteira.

O jogo ganhou uma nova dimensão, com os da casa a acreditarem que ainda podiam dar a volta total ao marcador, e a Académica a procura de conservar um empate interessante, no terreno de um concorrente directo. Venceu a determinação dos primeiros que, a partir de um lance de bola parada, garantiram os três pontos graças à cabeçada perfeita de Zhang.

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