Hulk

Claramente várias batidas acima do resto da equipa. Aliás, isso foi tão evidente que o F.C. Porto apresentou-se «Hulkdependente» no D. Afonso Henriques. Logo na primeira jogada do encontro mostrou atributos, já vistos tantas vezes, e em tão pouco tempo, nos relvados portugueses: arrancada pela esquerda, prego a fundo, e travado em falta. Só mesmo assim a defesa vitoriana conseguia travar o brasileiro. Desequilibrou sempre, mas sempre mesmo. Bola no pé, uma finta, um toque para a frente, um passe a rasgar, um remate perigoso, assim foi Hulk durante todo o tempo. Não marcou, mas foi incrível, de novo.

Mariano

O argentino provou que tem espaço nesta equipa. Pelo terceiro jogo consecutivo foi titular e, talvez, tenha sido o único a conseguir acompanhar a passada de Hulk na primeira parte. Não esteve tão bem como o brasileiro, é um facto, mas também não é fácil acompanhar o camisola 12 dos portistas. Ainda assim, Mariano foi o que esteve mais perto. Na segunda parte, apontou o segundo golo azul e branco, num lance em que acreditou que era possível ganhar mais qualquer coisa de um pontapé enrolado de Tomás Costa: a fé do argentino valeu a vitória.

Farías

Um suplente de luxo, que começou a emendar uma primeira parte muito abaixo do habitual do campeão nacional. Falhou uma oportunidade escandalosa no primeiro tempo, mas remediou no segundo, com um cabeceamento, pois claro, a fazer o empate no encontro.

Tomás Costa

Não fez esquecer Lucho. Isso diz tudo da exibição do argentino. Embora não seja tarefa fácil calçar os sapatos do compatriota, Tomás Costa andou longe do jogo, não foi cerebral e até a defender deu espaços em demasia. Ironia das ironias, um pontapé mal executado acabou em assistência para Mariano fazer o 2-1. A seguir, viu um cartão amarelo e Jesualdo Ferreira lançou Lucho de imediato. Aliás, assim que o camisola 8 entrou no jogo, a diferença foi notória.

Roberto

Continua a marcar aos grandes. Depois do Benfica, facturou frente ao F.C. Porto. Num minuto, teve duas ocasiões e aproveitou uma delas. Na primeira tocou mal, no sentido inverso à baliza, quando tinha tudo para ser feliz. Bastou esperar uns segundos para festejar e meter todo o estádio (excepto a secção destinada aos portistas) aos pulos. Apareceu a emendar um cruzamento de Milhazes e abriu o activo.

Nuno Assis

Bem atrás de Marquinho e Roberto, foi dinâmico na construção de jogo do V. Guimarães. Nem sempre teve o espaço necessário, é verdade, mas quando tinha algumas nesgas para aproveitar, soube fazê-lo, ora transportando a bola, ora passando-a.