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V. Guimarães-Nacional, 1-0 (destaques)

Paulo Sérgio merecia festejar o golo dentro do campo

Por Pedro Jorge da Cunha2012-01-27 22:13h
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A Figura: Paulo Sérgio
Um homem só, desamparado, carente. O único vitoriano capaz de assustar e impor respeito à defesa insular. Na direita e na esquerda, sempre explosivo, com e sem bola no imprevisível pé direito. Belo valor português no Minho, a exigir mais e melhor acompanhamento. Toscano atravessa um mau momento, Assis não esteve nas suas noites, Paulo Sérgio teve de carregar várias vezes toda a imaginação e improviso da equipa às costas. O pontapé à meia-volta, logo aos 11 segundos, obrigou Vladan a defesa do outro mundo. Foi substituído demasiado cedo.

O Momento: o golo de Edgar
Tudo decidido na grande penalidade transformada com classe pelo ponta-de-lança do Vitória. Vladan para um lado, bola para o outro, três pontos no bolso dos minhotos.

A Desilusão: Toscano
Tudo lhe saiu mal. Trapalhão e ansioso, levou ao desespero as bancadas e foi ele próprio ao limite da frustração. O que se passa com este brasileiro de técnica refinada? É difícil explicar um jogo assim, repleto de acções equivocadas.

A Crónica do Jogo

OUTROS DESTAQUES

Marçal
Bela descoberta do Nacional da Madeira na II Divisão. Como é que andou uma época e meia escondido no Torreense? Lateral esquerdo de grande qualidade, forte fisicamente e extremamente competitivo. Mostrou-se reservado nas subidas, mas extremamente competente a fechar o seu lado e a lançar os colegas da frente. 22 anos, formado no Grémio de Porto Alegre, um valor a acompanhar.

Moreno
Regresso marcante e feliz a Guimarães. Homem da casa, símbolo de conquistas várias, agora a vestir a camisola do Nacional. Não perde a compostura, não entra em pânico, não se assusta perante situação de aflição convulsa. É um poço de serenidade a jogar na frente do quarteto defensivo. Compenetrado, não dá mais de dois toques na bola e impõe uma lucidez assinalável naquela zona nevrálgica. Um dos melhores.

Nilson
Absolutamente decisivo. Grande noite do mítico guarda-redes vitoriano. Aos 36 minutos, viu Diego Barcellos cavalgar até si, como se uma manada selvagem se aproximasse, e aguentou até ao limite sem pestanejar. Barcellos tremeu, rematou e Nilson evitou o golo madeirense. Num período complicado para o clube, o brasileiro assume papel preponderante. Fora do campo e, como se viu esta noite, também dentro.

Diego Barcellos
Excelente jogador. Quebra-cabeças para a defesa minhota, sempre naquele estilo codicioso, feito também de ressaltos felizes e insistências. É senhor de uma técnica soberba.

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