De um lado a equipa sadina, que no meio da crise directiva e financeira vai tentando encontrar forçar para lutar contra a manutenção. Do outro lado, uma equipa onde parece reinar a harmonia, que está perto de garantir a presença na final da Taça de Portugal e que luta pelos lugares cimeiros da Liga.

O Vitória parece uma equipa entregue a si mesma. Embora o ex-líder Carlos Costa se tenha aproximado nos últimos dias, os jogadores continuam isolados. A prova disso é que as últimas deslocações foram lideradas pelo técnico Carlos Cardoso e pelo secretário-técnico, Paulo Grencho, que tem sido o homem das mil e uma tarefas.

O cenário tem muito pouco de positivo, e se fora do campo as boas notícias são escassas, resta à equipa lutar por sorrisos dentro do relvado. Um triunfo, no encerramento da jornada, tiraria os sadinos da zona de despromoção. A tarefa, contudo, é tudo menos fácil. O Nacional está em zona europeia e com a conquista de três pontos no Bonfim subiria ao quarto lugar, logo atrás dos «grandes».

Sem indisponíveis, Manuel Machado deve apostar na base que tem dado bons resultados. Nené é a principal ameaça para a defesa sadina, que deverá contar com um novo guardião. Depois da exibição desastrada de Milojevic frente ao Marítimo, Carlos Cardoso deve promover a estreia de Pawel Kieszek. De regresso ao meio-campo sadino deve estar também Ricardo Chaves, que cumpriu castigo na última ronda.

A diferença entre Vitória e Nacional parece imensa, antes de a bola continuar a rolar. Dentro das quatro linhas se verá se, desta vez, vale mais estar só ou bem acompanhado.

Equipas prováveis:

V. SETÚBAL: Kieszek; Janício, Zoro, Robson, André Marques; Michel, Hugo e Ricardo Chaves; Leandro Lima, Mateus e Bruno Gama

NACIONAL: Bracalli; Patacas, Maicon, Felipe Lopes, Alonso; Cléber Oliveira, Leandro Salino,Ruben Micael, Luis Alberto; Mateus e Nené