O jogo frente ao Everton não era determinante, segundo Jorge Jesus. Ainda assim existia a certeza de que uma vitória iria renovar esperanças e que um mau resultado podia ter efeitos negativos que iam além da pontuação. O Benfica goleou o Everton, por 5-0, e poderá encarar os próximos três jogos com optimismo.
David Moyes chegou «impressionado» e deve ter saído ainda mais. O treinador do Everton disse, antes da partida, que via «um novo Benfica, atacante e excitante». Realmente foi isso que se pôde ver durante a segunda parte do encontro da Liga Europa.
Os encarnados atravessam um bom momento na Liga, a Luz tem sido palco de goleadas, mas na Europa o conjunto orientado por Jorge Jesus vinha de uma derrota, frente ao AEK. Por isso, o discurso de Jorge Jesus foi no sentido de acautelar os adeptos para todas as possibilidades. O técnico pareceu querer evitar euforias, mas também o medo de fracassar na montra europeia.
Jesus fez alterações no onze, em relação ao jogo da Taça, frente ao Monsanto. Luisão, Cardozo, Ramires, Aimar, Di María e Saviola regressaram ao onze. Júlio César mantém-se na baliza nas partidas da Liga Europa.
Durante a primeira parte existiu algum equilíbrio, mas o Benfica mostrou alguma superioridade perante o adversário. Uma diferença mínima que valeu um golo, aos 14 minutos. O cruzamento foi de Di María e Saviola marcou. Os encarnados mostraram-se mais perigosos e Tim Howard e o sector defensivo tiveram mais trabalho que Júlio César.
Para além de a defesa do Everton se mostrar bastante eficaz, durante a primeira parte, faltou algo ao Benfica. A luta e a vontade estavam lá, mas faltou o entusiasmo ou a capacidade de entusiasmar quem se deslocou ao estádio.
O intervalo chegou com os encarnados a vencerem por 1-0. Um resultado perigosamente escasso, mas que se aceitava. O Everton mostrou querer discutir o resultado, ainda que não tivesse criado ocasiões de golo. Aí foi onde o Benfica desequilibrou. Criou oportunidades (ainda que escassas). Marcou. Foi mais eficaz.
O que terá feito Jesus?
Não se sabe o que Jorge Jesus disse aos seus jogadores durante o intervalo. Mas pouco importa. O mais importante é que resultou. Os encarnados entraram com tudo. Só deu Benfica. Em sete minutos a equipa da casa marcou três golos.
Aos 47 minutos, Aimar segurou o tempo suficiente para dar a bola a Saviola, que cruzou para Cardozo finalizar. O 3-0 surgiu no minuto seguinte, através do paraguaio. Di María cruzou para o camisola 7 marcar de cabeça.
Aos 52 minutos, Luisão subiu para ajudar a ampliar os números, numa altura em que a Luz festejava, fazendo lembrar outras noites europeias. Volvidos quatro minutos o marcador poderia ter passado para 5-0. Di María, que fez uma grande exibição, atirou à trave. O argentino esteve perto de fazer um grande golo. Merecia fazê-lo.
Goleada à antiga
Aos 83 minutos surgiu o 5-0. Grande trabalho de Di María, na esquerda, e Saviola facturou mais um golo. O Everton tentou o tento de honra, aos 79 minutos, mas Saha atirou ao poste.
Os encarnados conseguiram o melhor resultado de sempre frente a equipas inglesas, na Luz - em 1961/62 o Benfica bateu o Tottenham por 3-1. Mas mais importante que isso, o Benfica garante seis pontos e lidera o Grupo I, já que o AEK Atenas perdeu com o BATE Borisov.