Confira a FICHA do encontro.
Jesualdo Ferreira apresentou três alterações em relação à equipa que empatou a um golo frente ao Belenenses, na última jornada da Liga 2009/10. Mariano González cumpre castigo e foi naturalmente excluído. Belluschi e Farías começaram o encontro no banco de suplentes.
Assim, o F.C. Porto atacou com Hulk pela direita, Cristian Rodriguez no flanco esquerdo e Falcao nas proximidades da baliza de Chiotis. Mais atrás, Guarín, com nova oportunidade após uma exibição agradável frente ao Chelsea, na primeira jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões.
O APOEL Nicósia apresentou dois portugueses no onze. Nuno Morais e Hélio Pinto repetiram a titularidade, tal como havia acontecido no Estádio do Dragão. Jean Paulista, jogador com passado no nosso futebol, foi a principal novidade. Contudo, o criativo brasileiro parece ter perdido qualidades e não justificou a aposta.
Chiotis contra Hulk
Mirosavljevic, a exemplo do verificado no embate anterior, foi o principal foco de perigo para os dragões. O avançado do APOEL deixou o aviso ao 14º minuto de jogo, disparando com o pé esquerdo para grande defesa de Hélton! Tal como prometido, a formação cipriota demonstrou maior agressividade e ambição, jogando com o apoio do seu entusiasta público.
O F.C. Porto aguentou a pressão inicial, mas não conseguiu aproveitar dois falhanços sucessivos de Chiotis. O guarda-redes da equipa da casa começou por sair da área sem qualquer nexo, valendo o desacerto de Hulk. Logo depois, na sequência de um cruzamento do avançado brasileiro, o grego deixou a bola passar por debaixo do corpo, levando esta a passar ligeiramente ao lado do poste.
Com meia-hora de jogo, talvez por achar que o guarda-redes do APOEL estava completamente desorientado, Hulk não conseguiu aproveitar uma excelente abertura de Guarín. Isolado, fez algo completamente «incrível», pela negativa. O brasileiro tentou fintar Chiotis e acabou por entregar a bola ao adversário. Aliás, em situações do género, tem sido esta a opção de Hulk. Aspecto a rever.
Falcao recupera as asas
Assim, de equívoco em equívoco, o jogo seguiu vagarosamente para o intervalo. No reatamento da partida, apesar da firme crença local, pertenceria ao F.C. Porto a melhor oportunidade de golo. Hulk de novo, desta vez a ganhar o lance entre um punhado de adversários. Falcao aproveitou o brinde, isolou-se mas rematou para defesa de Chiotis! Jesualdo Ferreira desesperava no banco. O que se passava com o colombiano?
O APOEL respirava de alívio com os sucessivos falhanços do F.C. Porto e começa a apertar o cerco à baliza de Hélton. O público entusiasmava-se, procurava empurrar a sua equipa para a frente, mas faltava arte. Aliás, na noite de Nicósia, foi coisa que raramente se viu. E de repente, no meio de nada, Falcao recuperou as asas. O colombiano dominou à entrada da área, ganhou um pequeno espaço e disparou cruzado, sem hipóteses para Chiotis. Estava resolvida a questão!Comentar este artigo
